Jovem măe fica paraplégica

Simone Campaneruti tinha 21 anos e um bebê de 40 dias quando ficou paraplégica. No trajeto de casa até o Senac, onde faria um curso, a jovem motociclista foi atingida por um carro que avançou o sinal fechado. Simone teve traumatismo craniano, quebrou todas as costelas, perfurou o pulmão em dois lugares e lesionou a medula.
Depois de seis dias internada em unidade de terapia intensiva, ela ouviu do pai que levaria um ano para voltar a andar. “Os médicos não falaram diretamente sobre o que aconteceu, tanto que foi meu pai quem me contou que eu ficaria em uma cadeira de rodas. E mesmo assim, por pouco tempo”, conta.
Simone conseguiu uma consulta no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, e lá aprendeu a se vestir, a tocar a cadeira de rodas sozinha, a subir e descer degraus e, principalmente, a enfrentar a vida que teria dali em diante. “Em um hospital como esse você encontra 500 pessoas em situação igual ou pior. Foi ali que comecei a me dar conta do que tinha acontecido”, diz ela.
Sete anos depois do difícil começo, preenchido com rotinas diárias de fisioterapia, Simone cursa psicologia e faz estágio em uma clínica em Sarandi.
O motorista do veículo foi processado por não assumir a autoria do acidente e condenado a pagar indenização e pensão vitalícia, mas não possuía recursos para cumprir a sentença judicial.
O filho Lucas Gabriel, que conheceu a mãe na cadeira de rodas, não quer saber nem de bicicleta. Espirituosa, Simone ri quando lembra que seu acidente impediu várias primas e amigas de ganhar motocicletas dos pais.
Matéria: Juliana Daibert - daibert@odiariomaringa.com.br
Foto: Fabio Dias - fabiodias.jor@gmail.com
Jornal: O Diário