DIVERSÃO, EMPODERAMENTO E INCLUSÃO

Imaginem o seguinte: de um lado um grupo de pessoas com transtorno mental de diferentes faixa etária, cerca de 40 pessoas; de outro um grupo de pessoas com deficiência física, mais ou menos 60 pessoas, também de diferentes faixa etária. Ambos acompanhados de seus familiares. Estes dois grupos distintos reuniram-se neste último sábado pela manhã e lotaram dois ônibus para realizar um passeio ao Balneário São Giácomo à 35 Km de Maringá.
O CVI – Maringá, em parceria com o CAPS II, demonstrou mais uma vez que a inclusão se efetiva quando, de fato, ações são desenvolvidas no sentido de romper paradigmas.
Um passeio envolvendo cerca de 130 pessoas mobiliza, por si, só um trabalho de organização e de pessoas dispostas não apenas à aventura, à diversão e ao lazer, mas também de cuidados e preocupações em todos os sentidos. Se estas pessoas apresentam condições especificas tais com: uso de cadeira de rodas, muletas e/ou apresentam alterações comportamentais, os cuidados e preocupações devem ser redobrados.
Todavia, o que se observou no decorrer deste dia foi um grande encontro, com a presença mais que garantida da diversidade, mas, também, da alegria, das trocas de experiência, da possibilidade da comunicação entre pares e da realização de sonhos e desejos, haja vista que muitas pessoas que nunca haviam passeado de charrete, por exemplo, puderam fazê-lo. É o caso da cadeirante Leila Zacarias, com severa limitação motora que se emocionou e divertiu-se ao realizar o passeio de charrete em volta do lago.
Houve também pessoas que brincaram na água, saíram de suas cadeiras para entrarem na água, deitaram-se na relva e relaxaram à sombra das muitas arvores ali presente. Um dia em contato com a natureza e com pessoas igualmente discriminadas historicamente.
Outros exemplos poderiam ser citados, mas não cabe descrevê-los aqui. Talvez algumas das imagens possam transmitir um pouco do que se presenciou neste evento, promovido pelo CVI – Maringá e pelo CAPS II, que responsabilizou-se, entre outras coisas pela “galinhada” servida no almoço.
Equipe CVI-Maringá