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A trajetória do CVI Maringá teve início, em meados de 1993 quando Alexandre Baroni, deficiente físico (tetraplégico), participou do grupo de estudos sobre Vida Independente, coordenado por Romeu Kazumi Sassaki (Grupo de Vida Independente - GVI) e conheceu um novo movimento baseado em conceitos que constituem a Filosofia de Vida Independente, ainda pouco divulgada no Brasil.

Assim, em julho de 1994, após terminar o período de sua reabilitação na AACD em São Paulo, retornou para Maringá com o propósito de criar uma entidade baseada nestes conhecimentos e implementar nesta cidade o primeiro Centro de Vida Independente do Paraná. Na ocasião, já existiam os CVIs do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte .

A primeira ação, após chegar a Maringá foi fazer um levantamento de quantas e quais eram as entidades que atendiam ou trabalhavam com a questão da deficiência. Na ocasião, existiam 10 entidades em Maringá que trabalhavam na área da deficiência.

A primeira reunião para a criação do CVI-Maringá aconteceu na Clínica Reabilitar (Clínica de Fisioterapia), no mês de agosto de 1994, com a presença de algumas pessoas interessadas em conhecer a nova proposta, entre elas: Cleide Isabel Alves, Lucinara Celeste e Fabiana Nonino, fisioterapeutas ex-residentes em fisioterapia da AACD, Ana Paula Scramin (apresenta paraplegia), Alexandre Baroni e seus pais, Rosaly e Décio Baroni.

O CVI-Maringá teve como primeira sede, a residência da família Baroni, onde aconteceram algumas reuniões e se iniciaram os trabalhos e contatos, via telefone ou correio, e onde eram organizados os materiais adquiridos, como revistas, informativos, livros, etc .

A convite do diretor do CES – Centro de Estudos Supletivos de Maringá, Cláudio Vilela, que acreditou neste empreendimento, as demais reuniões passaram a acontecer nesta escola, onde Alexandre ensinava informática para os alunos da Educação Especial.

Foram várias reuniões, sempre com aumento crescente de pessoas interessadas, entre professores, alunos com deficiência e familiares.

A reunião para oficializar a fundação do CVI - Maringá, aconteceu em 27 de outubro de 1994, nas dependências do CES e contou com aproximadamente 100 pessoas com e sem deficiência.
A 1ª diretoria para a gestão 1994/1996 ficou constituída da seguinte forma:
Presidente: Alexandre Carvalho Baroni

Vice-presidente: Ana Paula Scramin

1* Secretário: Carlos Thadeu Lima Pires

2* Secretário: Marina da Silveira

1* Tesoureiro: Edson Bastos de Oliveira

2* Tesoureiro: Claudinei Capeloto

Da 1ª sede até os dias de hoje – 1996-2006

1ª sede: CES Av.Tamandaré - Reunião de inauguração -11 de julho de 1996.

Foto: 1ª Reunião do CVI

Devido à crescente procura de pessoas junto ao CVI, e a necessidade de possuir espaço próprio para atender a esse público, decidiu-se pela construção de uma pequena sala, anexa ao CES, cujo material foi arrecadado através de doações e a mão de obra com custo acessível. Neste espaço, instalou-se uma linha telefônica e também um computador, doação do então presidente Alexandre Baroni. Também foram doados alguns móveis e estantes onde se iniciou a organização do material informativo para atender à demanda de usuários.

Para manter as despesas da nova sede, optou-se pela venda de material produzido pelo CVI-Rio – clipping de notícias sobre deficiência, compiladas de jornais de todo o Brasil.Também foram feitas rifas, vendas de camisetas e contribuição dos participantes Uma festa junina denominada “Arraial da Integração” também foi organizada pelos participantes e realizada no pátio do CES.

Nesta fase, o CVI - Maringá funcionava apenas no período da tarde e havia uma escala de horário de trabalho para os voluntários. As reuniões e os cursos eram realizados em sala cedida pelo CES.

2ª sede: CES Av. Paranaguá

Com a mudança do CES para outro endereço, no início de 1997, o CVI - Maringá também mudou de endereço, continuando a parceria e dividindo novamente o espaço da sala onde era produzido material para alunos com deficiência visual.

Mesmo com a limitação do espaço, as reuniões semanais continuaram, o grupo permaneceu animado e as idéias se transformaram em ações, coordenadas pelo CVI - Maringá e realizadas em parceria com outras entidades.

Sede atual

Assinatura de convênio de cooperação entre o CVI - Maringá e a UEM -(Universidade Estadual de Maringá).

Após vários contatos com a coordenação do PROPAE – Programa Interdisciplinar de Pesquisa e Apoio às Excepcionalidades, que atua na área da deficiência na UEM, no dia 25 de novembro de 1997 firmou-se o convênio do CVI - Maringá com a UEM. Inicialmente, a sala destinada ao funcionamento, no Colégio de Aplicação Pedagógica – CAP (CAIC) foi dividida entre as duas entidades (CVI - Maringá e Propae).

Após alguns meses, o CVI - Maringá obteve a liberação para o uso integral desta sala, que ocupa até a presente data.

O CVI - Maringá possui uma diretoria composta por pessoas com deficiência, respeitando, assim, seu estatuto e os ensinamentos da Filosofia de Vida Independente. A equipe técnica, de prestação de serviços e de voluntários soma hoje cerca de 20 pessoas, com ou sem deficiência, que trabalham interna e externamente nas atividades desenvolvidas pelo CVI - Maringá. Todo o município e a região metropolitana se beneficiam com os serviços de vida independente oferecidos por esta organização

Foto: Equipe Atual

 

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